Mais um dia de finados sem o Sr. Renato… Saudades…

Não há um só dia que passo sem lembrar do Senhor, meu pai… mas alguns destes dias são ainda mais intensos e saudosos… como por exemplo o dia de hoje, dia de finados (02/11/17)… lá se vão quase 4 anos sem a sua presença física entre nós… apesar de tudo, vamos seguindo em frente, sob os seus ensinamentos de honradez, lealdade, integridade e humildade… 

Lembro que neste dia o senhor fazia questão de ir sozinho ao cemitério São Miguel para cuidar da lápide do vô Raimundo, seu pai… hoje, vocês dois estão dividindo o no mesmo lugar, apesar das suas almas estarem em um lugar muito melhor. Te amo meu velho! Continue dando força pra gente aqui embaixo!

A Rafaela, a sua neta mais ‘espavitada’ deixou o recado abaixo…

Saudades… Mensagem do primogênito e homônimo – 06.09.17

Mensagem encaminhada pelo meu irmão, Túlio, em 06/09/17, via email da página ‘Família Batista e Oliveira’.

“Toda vez que converso com a Renata me lembro de vc Pai… as dúvidas dela, a insegurança com o futuro… comecei minha vida muito cedo, fui pai aos 21… e o senhor sempre na base, ajudando e apoiando (as vezes a Elaine)… mas com a gente… Toda as vezes que eu pedia,  ouvia seus conselhos… não concordávamos em alguns pontos… Normal entre pai e filho, quase sempre nossas conversas acabavam em risadas, o senhor sempre tinha alguma coisa pra pegar no meu pé… O nome da sua neta foi pra tí homenagear, e tenho orgulho em carregar teu nome comigo.

A sua ausência ainda é muito difícil. Apesar da dor aguda ter se transformado aos poucos em uma tristeza mais calma e em saudade, ainda sinto muito a sua falta. Principalmente em datas especiais, quando a sua presença era tão importante e trazia tanta alegria, quando olho a churrasqueira… o Marcos passando por  Rio Verde e o senhor já começava  assar a carne, ficava toda dura, kkkkkkk…saudade ate disso.
A sua partida, tão prematura, mudou nossa vida. Mas ainda assim, você deixou muito em nós.

As vezes me pego chorando e lembrando do senhor… SAUDADES  PAI.”

COMO A VIDA MUDA COM A MORTE DOS PAIS… E COMO MUDA!

Depois da morte dos pais, a vida muda muito. Enfrentar a orfandade, inclusive para pessoas adultas, é uma experiência surpreendente. No fundo de todas as pessoas sempre continua vivendo aquela criança que pode correr para a mãe ou o pai para se sentir protegido. Mas quando eles vão embora, essa opção desaparece para sempre.

Você irá deixar de vê-los, não por uma semana, nem por um mês, e sim pelo resto da vida. Os pais foram as pessoas que nos trouxeram ao mundo e com quem você compartilhou o mais intimo e frágil. Já não estarão presentes aqueles seres pelos quais, em grande parte, chegamos a ser o que somos.

“Quando um recém-nascido aperta com sua pequena mão, pela primeira vez, o dedo do seu pai, este fica preso para sempre.” Gabriel García Márquez

A morte dos pais: entre falar dela e vivê-la, existe um grande abismo…

Nunca estamos plenamente preparados para enfrentar a morte, ainda mais quando se trata da morte dos pais. É uma grande adversidade que dificilmente pode ser superada totalmente. Normalmente, o máximo que se consegue é assumi-la e conviver com ela. Para superá-la, pelo menos em teoria, deveríamos entendê-la, mas a morte, no sentido estrito, é totalmente incompreensível. É um dos grandes mistérios da existência: talvez o maior.

Obviamente, a forma como assimilamos as perdas tem muito a ver com a forma como aconteceram. Uma morte das chamadas por “causas naturais” é dolorosa, mas um acidente ou um assassinato é muito mais. Se a morte tiver sido precedida por uma longa doença, a situação é muito diferente de quando acontece de forma súbita.

Também influencia o tempo entre a morte de um de outro: se houve pouco tempo, o luto será mais complexo. Se ao contrário, o lapso for mais extenso, certamente a pessoa estará um pouco melhor para aceitá-lo.

Não apenas é o corpo que se vai, e sim todo um universo. Um mundo feito de palavras, de carícias, de gestos. Inclusive, de repetidos conselhos que às vezes irritavam um pouco e de “manias” que nos faziam sorrir ou esfregar a cabeça porque os reconhecemos nelas. Agora começam a se fazer sentir ausentes de uma forma difícil de lidar.

A morte não avisa. Pode ser presumida, mas nunca anuncia exatamente quando irá chegar. Tudo se sintetiza em um instante e esse instante é categórico e determinante: irreversível. Tantas experiências vividas ao lado deles, boas e ruins, se estremecem de repente e ficam somente em lembranças. O ciclo se cumpriu e é hora de dizer adeus.

“O que está, sem estar”…

Em geral, pensamos que esse dia nunca chegará, até que chega e se faz real. Ficamos em estado de choque e vemos apenas uma caixão, com o corpo rígido e quieto, que não fala e não se move. Que está ali, sem estar ali…

Porque com a morte começam a ser compreendidos muitos aspectos da vida das pessoas falecidas. Aparece uma compreensão mais profunda. Talvez o fato de não ter as pessoas queridas presentes suscita em nós o entendimento sobre o porquê de muitas atitudes até então incompreensíveis, contraditórias ou mesmo repulsivas.

Por isso, a morte pode trazer consigo um sentimento de culpa frente a aquele que morreu. É preciso lutar contra esse sentimento, já que não acrescenta nada e afunda em mais tristeza, sem poder remediar nada. Para que se culpar se você não cometeu nenhum erro? Somos seres humanos e acompanhando essa despedida, precisa existir um perdão: do que se vai para com aquele que fica ou do que fica para com aquele que se vai.

Aproveite-os enquanto puder: não estarão aí para sempre…

Quando os pais morrem, independentemente da idade, as pessoas costumam experimentar um sentimento de abandono. É uma morte diferente das outras. Por sua vez, algumas pessoas se negam a dar a importância que o fato merece, como mecanismo de defesa, em forma de uma negação encoberta. Mas esses lutos não resolvidos retornam em forma de doença, de fadiga, de irritabilidade ou sintomas de depressão.

Os pais são o primeiro amor. Não importa quantos conflitos ou diferenças tenham existido com eles: são seres únicos e insubstituíveis no mundo emocional. Mesmo sendo autônomos e independentes, mesmo que o nosso relacionamento com eles tenha sido tortuoso. Quando já não estão, passa a existir uma sensação de “nunca mais” para uma forma de proteção e de apoio que, de uma forma ou de outra, sempre esteve ali.

Fonte: osegredo.com.br

Jogos e treinos da Raposa do Sudoeste Goiano… Jataiense! – março/2016

Através do post publicado pelo meu irmão Túlio no facebook hoje, me veio a lembrança saudosa das inúmeras vezes que o meu pai me levava aos treinos da Raposa do Sudoeste, no estádio da jataiense… Eram dias de alegria… Ficávamos na beira do campo/alambrado vendo o meu irmão jogar… Bons tempos!

Muito provavelmente no dia desta foto, estávamos eu e meu Pai acompanhando a estreia da Raposa!

Mais um Natal sem o meu velho… dezembro/2015

Mais um natal se aproxima e pelo segundo ano consecutivo não poderei passar com a sua presença física meu pai Renato… Quando assisti o vídeo abaixo pela primeira vez, recordei do fatídico dia em que recebi aquela ligação informando que o senhor não estava mais entre nós… Como eu gostaria que também fosse uma ‘pegadinha’…